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Muita calma nessa hora

16 janeiro 2014

“Você vai rir de todo isso espera um pouco mais pro fim da história, tudo passa tudo muda muita calma nessa hora”
Quando o Leoni contou que fez a música como uma espécie de música de auto ajuda, tudo se encaixou e eu amo tanto que por um tempo transformei a música em mantra. Mas era do filme que eu pretendia escrever
Assisti ao primeiro filme quando tinha terminado com meu ex pela primeira vez ( a que durou menos de 24h ) , tivesse durado mais tempo eu teria começado 2011 de uma maneira totalmente diferente. Mas foi inspirador, eram os dilemas das meninas , as vontades parecia que realmente tudo se ajeitava e no final realmente dava pra rir de tudo , porque tudo passava e mudava. Me apaixonei pelo filme, pelas caricaturas exageradas e tão autênticas do paulista do chicleteiro/micarateiro tribo que eu acho que já estava quase extinta naquela época (ou fora do meu campo de visão). Era a  esperança de viver aquela liberdade.
As meninas se encontram no segundo filme as personagens que me encantaram no primeiro estão mais velhas , mas como deve ser na vida não perderam a essência  e o filme me encanta porque tem Los Cunhados e a Estrela citando todas aquelas músicas como inspiração, quem sabe ela não tenha usado algumas como mantra e com todos aqueles amigos que comeram bolos mágicos, beberam chás mágicos , a Tita de quem eu roubaria roupas, corte de cabelo , óculos , profissão e sorriso e como quem me identifico em “quase 30 anos e sem profissão... “ apesar de ter uma profissão formal mas escutar “ vc só faz mestrado , não trabalha?” E pensar com meus botões : sério que você acha pouco? (mas isso não é assunto pra agora, já tem um pré post sobre o isso) e a indecisão da Aninha? Meus dilemas diários de: como japonês, mexicano ou só uma saladinha? E se eu quiser usar essa roupa amanhã e já tiver usado hoje? Quase Lenine dizendo: que é todas elas juntas num só ser...
Preciso dizer que adorei? Não está passando em um cinema independente, não é europeu ou iraniano. Não esteve em nenhum dos festivais importantes e nem tem aquele símbolo de indicado pro Sundance que faz meus olhos brilharem. A prova de que não sou uma chata que só gosta de filme Cult/independente/alternativo 24 h por dia e o melhor; a afirmação de  mais uma coisa descoberta na terapia como essência , a pluralidade. Porque é chato gostar de uma coisa só. É chato não rir de bobeiras...  É chato não rir por rir...





O ano novo, mais uma vez!

15 janeiro 2014


Todo ano, ou em quase todos , me proponho uma série de coisas, tarefas amalucadas e muitas vezes sem sentido mas que no fundo acabam  representando quem eu sou e a releitura delas me mostra de verdade quem eu sou e qual a minha essência.  E o mais incrível de tudo é que de um tempo pra cá , mesmo perdendo as listas ao longo do ano ou me esquecendo delas no final de tudo eu vejo que as principais coisas acabam sendo realizadas. Não é uma exaltação àquele clichê de que no fim tudo dá certo porque não acredito nisso. Acredito que se deu certo no fim é porque teve um começo e um meio e até para as coisas que  não saem como era o esperado e se mostram a melhor opção existiram atitudes que levaram a um ponto. Não existe acaso... Bom, quando eu falo das forças do universo e da energia da vida e todas essas coisas eu costumo estar falando sério, mas acredito (e por favor não me peça para explicar isso) que nós atuamos nessa coisa e que ela se move junto com a gente,  bem no estilo ação e reação mesmo (um beijo Newton querido!).
E o que me leva a escrever sobre ano novo 15 dias depois dele ter começado é o fato de que agora depois de terem acabado minhas andanças de férias, ele parece começar de verdade . Embora tenha feito minha lista lá pelo dia 28 foi nesse tempo de ausência do meu dia a dia que os meus desejos ,planos e vontades se consolidaram.
Foi no meu intervalo de realidade (meus  3 dias entre Salvador e Campos do Jordão) que uma conversa boa e sincera me fez acreditar mais uma vez que menos é mais, que é bom ser simples, que existem coisas como aquele momento (sincero, estranho, improvável e impróprio) que são únicas, que arrumar a mala de viagem do meu primo me fez entender como eu amo aquele pentelho e como é bom poder  fazer algo por quem a gente gosta, que brincar de ninja até a morte no tapete e ouvir “mamãe ela tá morrida”  é mais uma vez, um momento único e impagável...
Diante dessas coisas dos meus dias de realidade e das outras coisas das férias que foram cheias de muita reflexão (meditação, amorosidade e etc, rs) tenho algo a dizer sobre 2014 ou para 2014...

Me surpreenda ou eu  o farei! 

Hipster ou Serial Killer

08 dezembro 2013
Adquiri nos últimos tempos um interesse meio mórbido por serial killers,  filmes com sangues jorrando pela tela e pelas história dessa gente. Acho que foi isso que me fez assistir Precisamos falar sobre Kevin com legendas em português de Portugal ( porque a preguiça não me deixa fazer o mínimo de esforço para assistir sem legenda) e depois de assistir ao filme ler o livro de 700 páginas em 3 dias só pela curiosidade de saber o porque do Kevin ter matado todo mundo com flechas e querer entender mais o porque de tudo , no fim me compadeci do Kevin e não das vítimas, queria dar um abraço nele e dizer que ele era legal, que podíamos ter sido amigos (oi?). E essa minha tendência tão perceptível de ser amiga de gente louca, de sempre olhar pro cara mais estranho e possivelmente mais problemático da galera se confirmou quando fui fazer o teste “ Hipster ou Serial Killer” de um site francês chamado  Nous sommes Bobby Watson   Esse site confirmou todas as minhas maluquices, porque achei alguns dos serial killers  lindos (medo de mim) o que confirma a minha tendência por gente que é parte de “festa estranha com gente esquisita”  e porque depois de errar e descobrir que o cara era um criminoso e não só mais um estranho da cena alternativa eu colocava o nome dele no Google e queria saber o que fez, porque , se foi preso e se eu vou poder procurar o nome dele no  Lasting Statement, do meu último post, (medo de mim, outra vez) para saber o que foi que disse nos últimos momentos de vida, se em algum momento se arrependeu ou continuou dizendo que era inocente... Depois de um tempo, acho que voltei ao meu estado normal e cansei de ver as  histórias dessas pessoas desajustadas e porque comecei a ficar triste pelas pessoas que morreram, só porque alguém tinha vontade de matar.
Enfim, queria mesmo era falar do site, do joguinho do hipster ou serial, que no fundo é bem interessante. Principalmente sobre a questão do estereótipo e do fato de a gente nunca saber de verdade quem são as pessoas que estão do nosso lado e  em tempos de relacionamentos virtuais isso faz ainda mais sentido.

Lasting Statement

06 outubro 2013
A minha insônia quase constante tem me levado a viajar nas matérias na internet esperando o sono chegar. Na verdade aquela é a típica questão do “tostines vende mais porque é fresquinho ou o é fresquinho porque vende mais” – sinais da idade. Assumo a insônia como causa da leitura apesar de acreditar no contrário. Nesse momento não é o que importa!
Acontece que em meio a essas coisas eu descobri o site  Lasting Statement (http://www.lastingstatement.com/) que mostra as últimas palavras de condenados a morte  no Texas desde 82, a principio achei tudo muito macabro e mais ainda a minha curiosidade em saber quem eram aquelas pessoas e que crimes cometeram e como sempre me veem aquela reflexão para a qual eu nunca terei uma resposta sobre o direito de tirar a vida de alguém. Um Sobre os limites da  punição por um crime, isso porque embora eu seja declaradamente contra a pena de morte, vejo reportagens inacreditáveis e ás vezes penso “ esse cara merecia morrer” mas morrer com um raio caindo na cabeça dele como obra do acaso(questionando inúmeras vezes a justiça divina) e nunca por ação humana.
Enfim, me interessei pelas histórias daquelas pessoas que tiveram suas vidas interrompidas por escolha própria , na maioria dos casos por interromper a vida de alguém. Um cara chamado  Gregory Wright que defendeu sua versão do caso e sua inocência até o ultimo segundo. Curiosa como sou, fui procurar versões da história toda na internet e parece que o cara era inocente o verdadeiro culpado que assumiu a autoria do crime e depois desmentiu está (ou estava pq o caso é de 2008) no corredor da morte.  A execução do Gregory foi em 2008 a sentença dada em 1998, o cara viveu 10 anos sabendo que ia morrer tentando provar inocência , achei tudo surreal encontrei várias campanhas na internet que tentam provar a inocência dele e me senti altamente ou louca por procurar esse tipo de leitura pra complementar minha noite de sábado!
Olhei mais algumas outras histórias, eu que ando sonhando com as ultimas coisas que vejo antes de dormir vou acabar sonhando com uma dessas pessoas, inocentes ou não, ou acordar pensando nas famílias a em tudo que essa maluquice envolve e até que ponto pode chegar da maldade humana. E dessa vez, não estou falando de  como são malvados os que condenam pessoas a morte, mas nos crimes que eles cometeram e na perversão que os envolve!
Sem mais mortes por hoje! (Na verdade, pretendo continuar no site provavelmente leia mais algumas)

Dicionário novo e suas reflexos de brinde

27 setembro 2013
Estava refletindo sobre a vida enquanto fazia a prova de inglês do mestrado na quarta e durante toda essa semana pré prova de inglês eu estava pensando sobre o que pode ter passado pela minha cabeça ao decidir fazer o mestrado junto com o último periodo da graduação, eu olho pra trás e sinceramente não consigo entender de onde eu consegui tirar força para as duas coisas, tempo entre tantas outras coisas. Foi um tempo de dedicação a mim, onde eu tive a oportunidade de olhar pra mim e saber qual era a minha necessidade e diante disso fui tomando decisões e abrindo mão da companhia inseparável de aventuras chegando a terrível e inesperada conclusão de que era eu mesma a minha melhor companhia de aventuras. Indecisa até o infinito essa descoberta reforçou a indecisão mas me deu a oportunidade de descobrir tudo o que eu queria de acordo com a minha disposição, disponibilidade e vontade.
E o que isso tem a ver com a prova de inglês? Com dicionáro?  Coisas simples como: Você não pode deixar uma pessoa indecisa escolher qual dos 4 textos ela quer ler e traduzir, escolhi o de catálise por ser minha área e o de novos materiais por pura preguiça de ler alguma coisa sobre reatores (e achei bem interessante essa pesquisa aí de ligas de titânio e niquel em aparelhos ortodônticos -momento nerd-) e a outra coisa é que em hipótese alguma uma pessoa com baixa concentração ,ansiedade e alguma insegurança pode fazer uma prova com dicionário porque vai querer procurar as palavras mais óbivas. Contudo, o resultado foi positivo ,resta torcer pros 7 candidatos na minha frente trabalharem, não terem a mínima vontade de receber bolsa, descobrir que engenharia química não é a vocação deles ou qualquer coisa que não seja trágica o que se não tornar uma pessoa mais feliz me torna um estudante profissional assalariado o que já é muito bom.
Ah, e olhando pra trás quero parabenizar a Deb de abril de 2013 que aceitou como desafio a maluquice de projeto final e mestrado e se saiu bem disso ( até agora, pelo menos), a Deb de junho que abril mão da incerteza pra poder ser dona das suas próprias escolhas (mesmo que isso tenha demorado mto a fazer sentido), a Deb de 14/09 que assinou a carta de alforria ao lado dos melhores amigos (ou quase todos) e virou engenheira de verdade e a Deb de 27/09 que ainda não é a melhor do mundo mas com certeza é melhor que a de ontem... (pq fez uma super faxina no quarto)
Mais uma vez sobre o dicionário , passaria horas descobrindo novas palavras nele, se não as fosse esquecer em apenas um minuto. É o que acontece com o Francês...
Mas Francês e super faxina são assuntos pra um outro tempo!

Até o próximo ano!

16 setembro 2013
Não foi por nenhuma supertição que decidi voltar a escrever há exatamente um ano depois do útimo post, até porque eu decidi que queria voltar há mais de um mês, mas tinha um milhão de vagalumes pra caçar de coisas pra fazer e nenhum entendimento de coisas relacionadas a visual de blogs e  precisei me matar até conseguir alguma coisa bem razoável. ( Nesse momento eu espero o elogio dos  possíveis leitores dizendo: Não Deb, ficou ótimo, seu esforço valeu a pena! )
Decidir não resumir minhas conquistas ou derrotas ao longo do último ano, primeiro porque passei a achar isso brega (Mentira, eu tenho uma lista de promessas de ano novo e adoro lista de qualquer coisa o que explica a paixão pelo 4sqr) e também porque corro o risco de me resumir a 5 linhas ou 50 , de  me resumir a realizações , lugares e pessoas...  E eu estou numa fase de descobertas muito intensas sobre a vida sobre as possibilidades de ser e fazer e isso é minha alegria diária logo, essa lista vai estar desatualizada amanhã mesmo!
Mas o legal é olhar pra trás e ver que a essência é a mesma , que as mudanças não me fizeram perder as minhas verdadeiras paixões , muito pelo contrário me fizeram vivê-las com mais intensidade!
Dessa vez tentei dividir o blog em “setores” e vou tentar postar alguma coisa sobre cada uma das coisas pelo menos uma vez por semana (Essa sou eu, sonhando que tenho tempo sobrando pra isso , porque do jeito que as coisas que estão a única coisa que posso postar são resumos de artigos, rs) , pra mim mesma já que faço parte da geração que tem leitores inexistes!

Por hoje é só, até daqui a um ano! 

Um acidente qualquer...

16 setembro 2012
Meu primeiro acidente de carro provavelmente foi quando eu,idiotamente, aos 2 anos de idade (na verdade, aos 2 eu fugi de casa) deve ter sido com um 1 ano, inventei que podia ser dona do destino do meu carrinho de bebê e forcei o carro pra frente e caí. Deve ter sido bem desesperador, mas como eu era um bebê não tinha a responsabilidade de acionar seguro, lidar com um cara chato e irritado e fazer o papel de idiota chorando só porque estraguei o dia do cara e o meu.   O segundo , foi semana passada... Na quinta feira!
A única coisa que eu queria era me livrar do homem, que quis minha companhia por muito mais tempo do que o necessário, porque tudo se resolveria facilmente pela internet,mas as pessoas insistem em querer uma cópia no papel.  Eu disse pra ele que podia fazer tudo pelo iPhone, mas o choque das gerações não deixou ele confiar nisso. Agora eu to rindo enquanto escrevo, mas não sei se isso vai durar mais muito tempo.   E na verdade, só to rindo agora pq no dia só consegui ficar calma nos momentos de resolver as coisas, falando com a seguradora e com a polícia porque no resto do tempo eu só pensei... Mas porque motivos eu não fui direto pra Uerj? Porque não fui correr no Grajaú como planejei a semana toda? Porque logo depois de eu tirar o carro da revisão???
O que me conforta (não, na verdade, nada me conforta...) é que podia ter sido pior. Não machuquei/matei ninguém... E como disseram a Josi e o Arthur... Pelo menos eu tinha um carro pra bater e pelo menos você tem um amigo pra te dar carona de moto e outro pra te dar carona de carro, a segunda parte, percebe –se que veio só do Arthur!!! (O que seria da minha vida sem  a oportunidade de andar de moto sem capacete um dia depois de bater com o carro? Obrigada Deus, por não ter acontecido mais nada!!!!)
Passado o susto, vem o momento em que vc sente falta da vida boa de ir de carro e chegar em 15 minutos em qualquer lugar... Ou da liberdade de inventar de ir ao fim do mundo e achar que dá para chegar  rapidinho.  E o momento em que eu penso em praticar o desapego e a coletividade (Universo, eu não queria praticar nada disso, acho suficiente meditar e sentir a energia por meio dos florais e de qualquer outra coisa!)
Brincadeiras a parte, graças a Deus estou bem, meu carro fica pronto em alguns dias e a seguradora vai me  deixar com um por 7 dias...  J
Sim, usei o blog pra ser meu querido diário... E pra contar um caso pessoal sem transformar tudo numa história mirabolante, rs.
 
Decidi não colocar nenhuma foto, pra ninguém saber com imagens que o estrago no carro alheio foi considerável!